domingo, 27 de março de 2011

Nota poética

As provas
Confundem os instintos
As provas
Mudam as opiniões
As provas
Conseguem até transformar
Uma boa promessa
No que menos se quer...
Um teatro de cobras e camaleões.

Um grande homem não lembra ninguém
É lembrado por quem ele é
Seja lá quem ele for
Por trás, existirá sempre uma grande mulher.

Eis o momento daquela questão
Se você foi, é ou será essa mulher
Depende das cobras e camaleões
Que fornecerem a você as provas
Ou, então, a meu ver, as mais burras suposições.

3 comentários:

  1. É dificil lidar com terrenos distintos onde há um mundo com provas, concretude, e outro universo etéreo, um mundo de coisas que só podem ser sentidas. É difícil andar entre cobras e camaleões e enquanto eles soltam suas peles e mudam a sua coloração eu prefiro me apegar a sua essência. Ainda serão, mesmo que mudados, as mesmas cobras e camaleões. Porque as estações do ano mudam, as folhas das árvores caem e os pássaros passam pela muda. Mas ainda serão todos o mundo, as árvores e os pássaros. É preciso atenção pra que os teatros não confundam a realidade. É preciso ter olhos atentos, mas eles podem até perder um detalhe ou outro. Nem tudo é o que os olhos podem ver. E às vezes o desfecho da peça não se faz em cena, mas nos bastidores.

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  2. E por trás de uma grande mulher? Será que existe um grande homem, um grande amor, uma grande decepção ou apenas palavras que escondem a real resposta desta grande interrogação?

    Espero que ainda se lembre de mim (:

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  3. É, grande amigo...
    Por essas e por outras eu "escolhi morrer todos os dias" baseando-me em essência, e não em provas. No que sinto, e não no que acham ou no que parece ser. Mais do que isso, escolhi ouvir o que universo está me dizendo e não no que está passando na tv, teatro, ou do que está nos artigos científicos.

    Entendo-te, perfeitamente...

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