Por que não paro de assim olhar-te e vou a você definitivamente cuidar da vida?
És videira, és uva...
És vinho.
Renovas doce a chama ora esquecida.
É tolice olhar pra trás e ver com os olhos de hoje.
Mas tolo que sou, olho
E não paro de ver o que não houve.
Passo por uma transformação interna
De maneira alguma suprimida,
Embora calado a tenha aqui
Um metabolismo subjetivo, um rascunho de uma ferida.
É estranho. Traio, mas não me traio.
Minto, mas me desminto.
Ensaio, e é com você que ensaio.
És videira, és uva...
És vinho.
A interpretação é tua
A viticultura é minha.