Às vezes, o carnaval passa
A folia regride
E tudo fica sem graça
Às vezes, o poeta se senta
Olha para dentro
E a saudade do que não aconteceu o arrasa
Os pecados são sete
A ira, a gula
A inveja, a vaidade
A preguiça, a avareza
E a luxúria
O tempo passa e eu erro
Por mergulhar de cabeça
Em tudo aquilo que bem quero
Quis você
E quis errar
O poeta
O último pecado
Você
Abraçar
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